segunda-feira, 30 de junho de 2008
quinta-feira, 26 de junho de 2008
quarta-feira, 25 de junho de 2008
Programa Provisório da Festa de Santo Amador
01 de Agosto (Sexta)
17:30 H – Vacada
21:00 H – Abertura do som das ruas e iluminação
22:00 H – Actuação de grupo de sevilhanas
23:00 H – Baile com a acordeonista e vocalista Joana Reis
02 de Agosto (Sábado)
08:00 H – Alvorada de morteiros
17:30 H – Vacada
22:00 H – Variedades com “Os Amigos do Guadiana”
23:00 H – Baile com a “Banda Aquarius”
00:00 H – Fogo de artifício
00:30 H – Variedades com a artista brasileira Kátia Salvador e suas bailarinas
02:00 H – Continuação de baile com a “Banda Aquarius”
03 de Agosto (Domingo)
04:00 H – Vacada
08:00 H – Alvorada de morteiros
09:00 H – Alvorada pelas ruas com o grupo “Pias a Bombar”
17:00 H – Missa solene
17:30 H – Procissão em honra do padroeiro
22:00 H – Baile com a “Banda ABS”
04 de Agosto (Segunda)
08:00 H – Alvorada de morteiros
Largada molhada (junto ao Poço Novo)
22:00 H – Fim de festa, baile com o “Duo Tozé Pratas e Dina”
Fonte: Site da Câmara Municipal de Moura
17:30 H – Vacada
21:00 H – Abertura do som das ruas e iluminação
22:00 H – Actuação de grupo de sevilhanas
23:00 H – Baile com a acordeonista e vocalista Joana Reis
02 de Agosto (Sábado)
08:00 H – Alvorada de morteiros
17:30 H – Vacada
22:00 H – Variedades com “Os Amigos do Guadiana”
23:00 H – Baile com a “Banda Aquarius”
00:00 H – Fogo de artifício
00:30 H – Variedades com a artista brasileira Kátia Salvador e suas bailarinas
02:00 H – Continuação de baile com a “Banda Aquarius”
03 de Agosto (Domingo)
04:00 H – Vacada
08:00 H – Alvorada de morteiros
09:00 H – Alvorada pelas ruas com o grupo “Pias a Bombar”
17:00 H – Missa solene
17:30 H – Procissão em honra do padroeiro
22:00 H – Baile com a “Banda ABS”
04 de Agosto (Segunda)
08:00 H – Alvorada de morteiros
Largada molhada (junto ao Poço Novo)
22:00 H – Fim de festa, baile com o “Duo Tozé Pratas e Dina”
Fonte: Site da Câmara Municipal de Moura
segunda-feira, 23 de junho de 2008
quinta-feira, 19 de junho de 2008
Poejo _ Contributo do José Fachadas
Planta dicotiledónea, herbácea, aromática, da família das Labiadas, frequente nos lugares húmidos de Portugal.
Aromática com um lugar insubstituível na culinária alentejana, principalmente, nos cozinhados em que a substância é bicheza de espinha. O seu préstimo passa igualmente pelo perfumoso licor de poejo. Digestivo regional elevado, nos tempos que correm, a bebida mirífica da nossa cultura gastronómica.
Aromática com um lugar insubstituível na culinária alentejana, principalmente, nos cozinhados em que a substância é bicheza de espinha. O seu préstimo passa igualmente pelo perfumoso licor de poejo. Digestivo regional elevado, nos tempos que correm, a bebida mirífica da nossa cultura gastronómica.
Licor de Poejo
Ingredientes: poejos 1 ramo
800 ml de vodka
800 gramas de açúcar
750 ml de água
Preparação:
1.Depois dos poejos lavados e escorridos coloque-os dentro de uma garrafa juntamente com a vodka;
2.Guarde este preparado em local escuro por 15 dias e agite ocasionalmente;
3.Após este processo misture o açúcar com a água e leve ao lume até ferver para formar uma calda. Deixe arrefecer;
4.Junte a vodka coando à calda de açúcar;
5.Quando arrefecer totalmente filtre utilizando filtros de café e engarrafe;
6.Mantenha em local escuro por mais 30 dias;
7.Sirva fresco;
8. Não beba em excesso;
9. Não sirva a menores de 16 anos;
10. Se beber não conduza.
Onde os pode encontrar:
- Na Ribeira (Rio Ardila), perto da água ou em zonas húmidas;
- No barranco perto do Poço da Corna, entre outros;
- Em muitos quintais e hortas da Aldeia (Santo Amador).
Ingredientes: poejos 1 ramo
800 ml de vodka
800 gramas de açúcar
750 ml de água
Preparação:
1.Depois dos poejos lavados e escorridos coloque-os dentro de uma garrafa juntamente com a vodka;
2.Guarde este preparado em local escuro por 15 dias e agite ocasionalmente;
3.Após este processo misture o açúcar com a água e leve ao lume até ferver para formar uma calda. Deixe arrefecer;
4.Junte a vodka coando à calda de açúcar;
5.Quando arrefecer totalmente filtre utilizando filtros de café e engarrafe;
6.Mantenha em local escuro por mais 30 dias;
7.Sirva fresco;
8. Não beba em excesso;
9. Não sirva a menores de 16 anos;
10. Se beber não conduza.
Onde os pode encontrar:
- Na Ribeira (Rio Ardila), perto da água ou em zonas húmidas;
- No barranco perto do Poço da Corna, entre outros;
- Em muitos quintais e hortas da Aldeia (Santo Amador).
Erva-cidreira

É muito confundida com o capim-limão, pois possuem propriedades similares. Originário do sul da Europa, e conhecida em Portugal como limonete.
Indicações: acção calmante, anti-térmico, regulador da menstruação, analgésico, digestivo. Usada em forma de chá.
Cosmética: utilizada em forma de banhos de vapor para cicatrizar acnes do rosto, em banhos e loções para pele oleosa.
O chá apresenta resultados nas afecções gástricas, problemas de nervos, câimbras intestinais, desmaios, debilidade orgânica, reumatismo, dores de cabeça, epilepsia, enxaqueca, histerismo, espasmos, má circulação do sangue, palpitação do coração, constipações, tosses, inflamação dos olhos. É calmante do sono em geral.
Medicinal: o óleo essencial é capaz de actuar como dissolvente de congestões e como analgésico, sendo os seus efeitos muito semelhantes aos do óleo da hortelã-pimenta. A erva-cidreira é muito própria para mulheres e crianças delicadas e débeis. O óleo e a essência de erva-cidreira, empregados exteriormente, amortecem as dores de dentes, dos ouvidos e da cabeça, assim como as enxaquecas.
Para uso interno, 20g de folhas tomadas em infusão diariamente acalmam os estados nevrálgicos e traumáticos, os estados gastrintestinais semelhantes a cólicas e são um calmante para os vómitos nervosos das mulheres grávidas. Especialmente nas mulheres e nas jovens anémicas, a erva-cidreira quase sempre influi favoravelmente nos períodos débeis e dolorosos.
A sua eficácia deve atribuir-se à maior irrigação dos pequenos órgãos da pélvis. O efeito calmante e soporífero desta planta nos nervos e no cérebro e a considerável eficácia como anti-espasmódico e como reconstituinte do aparelho gastrointestinal, e do coração, dão à erva-cidreira um lugar importante como planta medicinal.
Indicações: acção calmante, anti-térmico, regulador da menstruação, analgésico, digestivo. Usada em forma de chá.
Cosmética: utilizada em forma de banhos de vapor para cicatrizar acnes do rosto, em banhos e loções para pele oleosa.
O chá apresenta resultados nas afecções gástricas, problemas de nervos, câimbras intestinais, desmaios, debilidade orgânica, reumatismo, dores de cabeça, epilepsia, enxaqueca, histerismo, espasmos, má circulação do sangue, palpitação do coração, constipações, tosses, inflamação dos olhos. É calmante do sono em geral.
Medicinal: o óleo essencial é capaz de actuar como dissolvente de congestões e como analgésico, sendo os seus efeitos muito semelhantes aos do óleo da hortelã-pimenta. A erva-cidreira é muito própria para mulheres e crianças delicadas e débeis. O óleo e a essência de erva-cidreira, empregados exteriormente, amortecem as dores de dentes, dos ouvidos e da cabeça, assim como as enxaquecas.
Para uso interno, 20g de folhas tomadas em infusão diariamente acalmam os estados nevrálgicos e traumáticos, os estados gastrintestinais semelhantes a cólicas e são um calmante para os vómitos nervosos das mulheres grávidas. Especialmente nas mulheres e nas jovens anémicas, a erva-cidreira quase sempre influi favoravelmente nos períodos débeis e dolorosos.
A sua eficácia deve atribuir-se à maior irrigação dos pequenos órgãos da pélvis. O efeito calmante e soporífero desta planta nos nervos e no cérebro e a considerável eficácia como anti-espasmódico e como reconstituinte do aparelho gastrointestinal, e do coração, dão à erva-cidreira um lugar importante como planta medicinal.
A Malva

Nome: guanxuma-amarela, malva, malva-grande, malva-verde.
As partes usadas desta planta são as folhas, os frutos e as sementes e tem como princípios activos mucilagem, caroteno, vitamina C e do complexo B. As sementes secas têm cerca de 20% de proteínas e 35% de gordura.
Princípios activos
Mucilagem, caroteno, vitamina C e do complexo B. Sementes secas têm cerca de 20 % de proteínas e 35 % de gordura.
Indicações terapêuticas
Bronquite, tosse, asma, enfisema pulmonar, coqueluche, colite, constipação intestinal, contusões, afecções da pele, furúnculos, abcessos, picaduras de insertos, afecções da boca e garganta.
Informações complementares
Outros nomes científicos
M. grossheimmi Ijin
M. ereta J. Presl & C. Presl
Origem
Bianual ou perene nativa da Europa, de 40 a 70 cm de altura.
Descrição
É uma erva (pequeno porte) erecta e decumbente que tem os ramos com casca fibrosa, folha simples com nervação, palmada de margens lombadas e serreadas. Possui flores vistosas, púrpura ou rósea dispostas nas axilas foliares. Os frutos são aquênios discóides. No Brasil ocorre mais a M. parviflora L. com características e nomes semelhantes à acima, quase sempre substituindo a primeira.
É muito usada na ornamentação de jardins em locais de clima temperado e como hortaliça, mas é mais conhecida como medicinal, tanto na Europa como no Brasil. É adstringente e mucilagenosa, portanto útil como suavizante de tecidos e antiinflamatória (Bown, D. 1995. The Herb Society of América-Encyclopedia of Herbs & Their Uses. dorling. New York).
Dioscórides e Plínio, na Idade Média já a aplicavam para amolecer o ventre, curar indisposições, tratar queimaduras e picada de insertos.
Uso medicinal
As folhas e frutos, como infusão, são usadas na bronquite, na tosse, asma, enfisema pulmonar, coqueluche e em colite e constipação intestinal. È laxativa em doses um pouco mais alta que o corriqueiro.
Externamente, como banho localizado, é empregado em contusões, afecções da pele, furúnculos, abcessos e picaduras de insertos, e como bochecho ou gargarejo para afecções da boca e garganta, como já provaram RL Boorhem em 1999, D. Bown em 1995, D. Alzugaray e C. Alzugaray em 1996.
Possui mucilagem, caroteno, vitamina C e do complexo B. Sementes secas tem cerca de 20% de proteínas e 35% de gordura.
A alteia (Althaea officinalis) faz parte da família.
Toda a planta é referida como anti inflamatório, anti disentérica e emoliente. Levemente laxante.
Indicações: acalma os nervos, dores em geral, inflamações na pele, boca, garganta, estômago, intestinos, rins, bexiga e ouvidos, no tratamento de irritações gastrointestinais, como gastrites e úlceras, e de problemas respiratórios, como tosse, bronquite e catarro.
Externamente: indicada para úlceras e erupções da pele, dermatose, aftas, picadas de insectos e furúnculos. Suaviza, protege e hidrata a pele inflamada e irritada, ajudando também na cicatrização e recuperação das lesões nas mucosas. Também empregada contra feridas, inchaços das pernas e picadas de insectos.
A infusão da malva: é eficaz no tratamento de inflamações na garganta, de problemas respiratórios como tosse, catarro e bronquite, uma vez que auxilia na eliminação do catarro e alivia a tosse.
Gargarejos, bochechos ou compressas feitas com as flores diminuem inflamações na boca como as aftas, e na garganta como a faringite ou a laringite.
O chá faz emagrecer se tomado por 30 dias
Nos casos de males externos aplicar a planta sobre forma de cataplasma.
Adicionada em fórmulas de loções e cremes que protegem e suavizam a pele.
Contra indicação: não há contra indicação, ou não foi encontrado nas pesquisas.
As partes usadas desta planta são as folhas, os frutos e as sementes e tem como princípios activos mucilagem, caroteno, vitamina C e do complexo B. As sementes secas têm cerca de 20% de proteínas e 35% de gordura.
Princípios activos
Mucilagem, caroteno, vitamina C e do complexo B. Sementes secas têm cerca de 20 % de proteínas e 35 % de gordura.
Indicações terapêuticas
Bronquite, tosse, asma, enfisema pulmonar, coqueluche, colite, constipação intestinal, contusões, afecções da pele, furúnculos, abcessos, picaduras de insertos, afecções da boca e garganta.
Informações complementares
Outros nomes científicos
M. grossheimmi Ijin
M. ereta J. Presl & C. Presl
Origem
Bianual ou perene nativa da Europa, de 40 a 70 cm de altura.
Descrição
É uma erva (pequeno porte) erecta e decumbente que tem os ramos com casca fibrosa, folha simples com nervação, palmada de margens lombadas e serreadas. Possui flores vistosas, púrpura ou rósea dispostas nas axilas foliares. Os frutos são aquênios discóides. No Brasil ocorre mais a M. parviflora L. com características e nomes semelhantes à acima, quase sempre substituindo a primeira.
É muito usada na ornamentação de jardins em locais de clima temperado e como hortaliça, mas é mais conhecida como medicinal, tanto na Europa como no Brasil. É adstringente e mucilagenosa, portanto útil como suavizante de tecidos e antiinflamatória (Bown, D. 1995. The Herb Society of América-Encyclopedia of Herbs & Their Uses. dorling. New York).
Dioscórides e Plínio, na Idade Média já a aplicavam para amolecer o ventre, curar indisposições, tratar queimaduras e picada de insertos.
Uso medicinal
As folhas e frutos, como infusão, são usadas na bronquite, na tosse, asma, enfisema pulmonar, coqueluche e em colite e constipação intestinal. È laxativa em doses um pouco mais alta que o corriqueiro.
Externamente, como banho localizado, é empregado em contusões, afecções da pele, furúnculos, abcessos e picaduras de insertos, e como bochecho ou gargarejo para afecções da boca e garganta, como já provaram RL Boorhem em 1999, D. Bown em 1995, D. Alzugaray e C. Alzugaray em 1996.
Possui mucilagem, caroteno, vitamina C e do complexo B. Sementes secas tem cerca de 20% de proteínas e 35% de gordura.
A alteia (Althaea officinalis) faz parte da família.
Toda a planta é referida como anti inflamatório, anti disentérica e emoliente. Levemente laxante.
Indicações: acalma os nervos, dores em geral, inflamações na pele, boca, garganta, estômago, intestinos, rins, bexiga e ouvidos, no tratamento de irritações gastrointestinais, como gastrites e úlceras, e de problemas respiratórios, como tosse, bronquite e catarro.
Externamente: indicada para úlceras e erupções da pele, dermatose, aftas, picadas de insectos e furúnculos. Suaviza, protege e hidrata a pele inflamada e irritada, ajudando também na cicatrização e recuperação das lesões nas mucosas. Também empregada contra feridas, inchaços das pernas e picadas de insectos.
A infusão da malva: é eficaz no tratamento de inflamações na garganta, de problemas respiratórios como tosse, catarro e bronquite, uma vez que auxilia na eliminação do catarro e alivia a tosse.
Gargarejos, bochechos ou compressas feitas com as flores diminuem inflamações na boca como as aftas, e na garganta como a faringite ou a laringite.
O chá faz emagrecer se tomado por 30 dias
Nos casos de males externos aplicar a planta sobre forma de cataplasma.
Adicionada em fórmulas de loções e cremes que protegem e suavizam a pele.
Contra indicação: não há contra indicação, ou não foi encontrado nas pesquisas.
Vamos falar de ervas aromáticas e medicinais...
Vamos começar por falar daquelas ervas e plantas que todos nós conhecemos e que facilmente se encontram por esses campos e quintais...
Beijos grandes,
Lena Amante
Fonte consultada: Ervas e Dicas Medicinais
Beijos grandes,
Lena Amante
Fonte consultada: Ervas e Dicas Medicinais
quarta-feira, 18 de junho de 2008
Ervas aromáticas e plantas medicinais
Aproveitando a proximidade de um evento que esperemos que vá animar Santo Amador, aqui está uma breve introdução ao inesgotável tema sobre ervas aromáticas e plantas medicinais.As propriedades terapêuticas das plantas são conhecidas desde a Antiguidade, sendo usadas na prevenção e tratamento dos mais variados tipos de enfermidades.
Em próximas mensagens tentaremos abordar mais aprofundadamente os efeitos de cada uma delas mais em pormenor, mas para já, aqui está um breve resumo das aplicações na nossa saúde.
Aftas: malva, sálvia
Aleitamento: hortelã
Amigdalite: málva, sálvia, tanchagem
Anemias: agrião
Apetite: alecrim
Arteriosclerose: carqueja
Asma: agrião, carqueja, sálvia, alfazema
Azia: carqueja
Bronquite: agrião, alecrim, tanchagem
Cálculos biliares: hortelã
Cálculos renais: carqueja
Calmante: erva-cidreira, hortelã
Ciática: arruda
Cicatrizante: alecrim
Circulação: alecrim
Cólicas menstruais: alecrim, arruda, poejo, sálvia
Depressão: alecrim, alfazema
Depurativo: carqueja, tanchagem
Diabetes: agrião, alecrim, carqueja, malva
Diarreia: sálvia, carqueja
Digestivo: agrião, alecrim, alfazema, arruda, carqueja, erva-cidreira, hortelã, poejo
Diurético: malva
Emagrecimento: malva
Enxaqueca: alfazema, arruda, hortelã, erva-cidreira
Expectorante: agrião, malva, sálvia
Faringite: sálvia, arruda
Feridas: sálvia, arruda
Fígado: carqueja, erva-cidreira, malva
Flatulência: hortelã, poejo, sálvia, alfazema, arruda, erva-cidreira
Furúnculo: malva, tanchagem
Frieiras: sabugueiro
Garganta: malva, sálvia
Gengivite: malva, sálvia
Gota: arruda, alfazema, carqueja
Hemorróidas: arruda, tanchagem
Hepatite: agrião, alecrim, carqueja
Icterícia: hortelã, poejo
Laxante: carqueja
Menstruação (ausência): agrião, alecrim, arruda, erva-cidreira, poejo, sálvia
Micoses: arruda
Náuseas: arruda
Obesidade: carqueja, malva
Piolhos: arruda, poejo
Pressão alta: alecrim, carqueja
Prisão de ventre: erva-cidreira, hortelã, malva, mancoliais, tanchagem
Queda de cabelo: alecrim, alfazema
Queimaduras: tanchagem
Regulador das menstruações: poejo
Reumatismo: alfazema, carqueja, poejo, sálvia
Sistema nervoso: erva-cidreira
Tosse: agrjões, alfazema, malva, oregãos, poejo, sálvia, tanchagem
Ulceras: alecrim, sálvia
Varizes: pilriteiro, tanchagem
Vias urinárias: carqueja
Vómitos: arruda, erva-cidreira, hortelã
Quem aceita um desafio e nos ensina as "mézinhas" da avó?? Ou aquela receita de culinária que nada seria sem o toque especial "daquela erva"??
Ficamos à espera das contribuições.
Beijos e abraços,
Lena Amante
terça-feira, 17 de junho de 2008
É tão bom recordar _ Mastro de São João 1993
Estamos a chegar aos santos populares… Em 1993, estive na tropa e desta forma consegui estar presente no Mastro de São João.
Foi lindo… Foi marcante… De certeza que esta malta toda se lembra destes momentos, nestas noites inesquecíveis…
É tão bom recordar….
MINDO
Foi lindo… Foi marcante… De certeza que esta malta toda se lembra destes momentos, nestas noites inesquecíveis…
É tão bom recordar….
MINDO
sexta-feira, 13 de junho de 2008
ERVANÇUM


A Junta de Freguesia de Santo Amador está a organizar o ERVANÇUM - I Festival Cultural de Santo Amador, nos dias 4, 5 e 6 de Julho de 2008
Trata-se de um evento de cariz cultural, com enfoque na animação em espaço público, com realização de concertos de música africana e europeia de baile, teatro, exposições, demonstração de produtos à base de plantas aromáticas e medicinais, arruadas com música tradicional, ateliês de dança.
No âmbito deste ERVANÇUM será ainda apresentado o site oficial da Freguesia de Santo Amador.
Pretende-se que este evento seja a marca de um território dinâmico, com futuro, das artes, da conjugação da tradição e da modernidade, rumo a um desenvolvimento sustentável, e que marque o calendário das actividades culturais do concelho de Moura e da Região, com aposta na oportunidade de aproveitamento das potencialidades endógenas e na interculturalidade.
QUEREMOS QUE ESTE SEJA UM EVENTOS PARA TODOS, DE ENCONTRO, DE CONFRATERNIZAÇÃO, DE BOA DISPOSIÇÃO, DE ALEGRIA...
Para já, estão confirmadas as seguintes actividades:
4 JULHO sexta feira
19:00 Apresentação do site oficial da Freguesia de Santo Amador
22:00 CANTE ALENTEJANO
Grupo Coral da Casa do Povo de Santo Amador
Grupo Coral Feminino da ADASA
23:00 Música Europeia e Africana com BABOZA (http://profile.myspace.com/index.cfm?fuseaction=user.viewprofile&friendID=261067223)
5 JULHO sábado
17:00 Atelier de danças tradicionais europeias
21:30 O ESQUELETO DO COZINHEIRO AKLI pelo Teatro Fórum de Moura
23:00 Baile e música tradicional europeia com MOSCA TOSCA (http://www.youtube.com/watch?v=pycCgyACKVM)
6 JULHO domingo
10:00 Arruada de tambores
17:00 Atelier de danças tradicionais europeias
21:30 CENAS A PRETO E BRANCO pelo Grupo de Teatro de Animação da Moura Encantada
23:00 Baile / música tradicional europeia com FOL&AR (http://www.youtube.com/watch?v=fNKUkkOu45g)
MAIS NOVIDADES BREVEMENTE!
Em simultâneo decorrerá o SABORES LOCAIS COM GRÃO, um festival gastronómico com pratos e petiscos confeccionados à base de grão de bico... a excelência da nossa gastronomia, aos dispor de todos os santoamadorenses e visitantes nos estabelecimentos da freguesia.
quarta-feira, 11 de junho de 2008
terça-feira, 10 de junho de 2008
Os livros do Paulo (um texto para refletir...)
Todos nós já recebemos inúmeras mensagens na nossa caixa de emails, que nos pedem para reenviar 50 pessoas em troca de 100 anos de Felicidade.
Este é uma dessas mensagens, mas que ao ser lida na sua essência, nos deixa com um nó na garganta e nos faz pensar. Foi ligeiramente modificada com um nome e cidades portuguesas, mas afinal, o que importa mesmo é o conteúdo, e esse ... é forte.
Este é uma dessas mensagens, mas que ao ser lida na sua essência, nos deixa com um nó na garganta e nos faz pensar. Foi ligeiramente modificada com um nome e cidades portuguesas, mas afinal, o que importa mesmo é o conteúdo, e esse ... é forte.
Um dia, quando eu era caloiro na escola, vi um miúdo da minha turma a caminhar para casa depois da aula.
O nome dele era Paulo. Parecia que estava a carregar os seus livros todos.
Eu pensei:
- Porque é que leva para casa todos os livros numa sexta-feira ?
Ele deve ser mesmo um marrão. Como já tinha o meu fim-de-semana planeado (festas e um jogo de futebol com meus amigos no sábado a tarde) encolhi os ombros e segui o meu caminho.
Conforme ia caminhando, vi um grupo de miúdos a correr na direcção dele. Eles atropelaram-no, arrancando-lhe todos os livros dos braços e empurraram-no, de tal forma que ele caiu no chão. Os seus óculos voaram, e eu vi-os aterrarem na relva a alguns metros e onde ele estava. Ele ergueu o rosto e eu vi uma terrível tristeza nos seus olhos. O meu coração penalizou-se por ele. Então, corri até ele enquanto ele gatinhava à procura dos óculos, e pude ver lágrimas nos seus olhos.
Enquanto lhe entregava os óculos, eu disse:
- Aqueles tipos são uns parvos. Eles deviam era arranjar uma vida própria.
Ele olhou para mim e disse:
- Obrigado!
Havia um grande sorriso na sua face. Era um daqueles sorrisos que realmente mostram gratidão. Eu ajudei-o a apanhar os livros, e perguntei-lhe onde morava. Por coincidência ele morava perto da minha casa, então eu perguntei como é que nunca o tinha visto antes. Ele respondeu que antes frequentava uma escola particular.
Conversámos todo o caminho de volta para casa, e carreguei-lhe os livros. Ele revelou-se um miúdo muito porreiro. Perguntei-lhe se queria jogar futebol no Sábado comigo e com os meus amigos, ele disse que sim.
Ficamos juntos todo o fim-de-semana e quanto mais eu conhecia Paulo, mais gostava dele. E os meus amigos pensavam da mesma forma.
Chegou a Segunda-Feira, e lá estava o Paulo e com aquela quantidade imensa de livros outra vez. Parei-o e disse:
- Diabos, pá, vais fazer o quê com os livros de novo?
Ele simplesmente riu e entregou-me metade dos livros.
Nos quatro anos seguintes Paulo e e eu tornamo-nos melhores amigos. Quando nos estávamos a formar começámos a pensar na faculdade. Paulo decidiu ir para Coimbra, e eu ia para o Porto.
Eu sabia que seríamos sempre amigos, que a distância nunca seria um problema. Ele seria médico, e eu ia tentar uma bolsa escolar. Paulo era o orador oficial da nossa turma. Ele teve que preparar um discurso de formatura. Eu estava super contente por não ser eu a subir ao palanque e discursar.
No dia da Formatura eu vi Paulo. Ele estava óptimo. Ele estava mais encorpado e realmente tinha uma boa aparência, mesmo usando óculos. Ele saía com mais miúdas do que eu, e todas as raparigas o adoravam!
Às vezes eu até ficava com inveja. Hoje era um desses dias. Eu podia ver o quanto ele estava nervoso por causa do discurso. Então dei-lhe uma palmadinha nas costas e disse:
- Ei, rapaz, vais-te sair bem!
Ele olhou para mim com aquele olhar (aquele olhar de gratidão) e sorriu.
Quando ele subiu ao oratório, limpou a garganta e começou o discurso:
-A Formatura é uma época para agradecermos aqueles que nos ajudaram durante estes anos duros. Aos pais, aos professores, aos irmãos, talvez até a um treinador. Mas principalmente aos amigos. Eu estou aqui para lhes dizer que ser um amigo para alguém é o melhor e que se pode dar. Eu vou-lhes contar uma história.
Eu olhei para o meu amigo sem conseguir acreditar enquanto ele contava a história sobre o primeiro dia em que nos conhecemos. Ele tinha planeado suicidar-se naquele fim-de-semana.
Contou a todos como tinha esvaziado o seu armário na escola, para que a mãe não tivesse que fazer isso depois de ele morrer, e estava a levar as suas coisas todas para casa. Ele olhou directamente nos meus olhos e deu-me um pequeno sorriso.
- Felizmente eu fui salvo. O meu amigo salvou-me de fazer algo inominável.
Eu observava, com um nó na garganta, todos na plateia, enquanto aquele rapaz popular e bonito contava a todos sobre aquele seu momento de fraqueza. E vi a mãe e o pai dele a olharem para mim e a sorrir com aquela mesma gratidão.
Até aquele momento eu nunca me tinha apercebido da profundidade do sorriso que ele dirigiu naquele dia. Nunca subestimes o poder das tuas acções. Com um pequeno gesto podes mudar a vida de uma pessoa. Para melhor ou para pior.
Deus coloca-nos a todos nas vidas uns dos outros para que tenhamos um impacto sobre o outro de alguma forma.
Curiosidades
Mapa da População e o movimento das Freguesias do Concelho de Moura
relativamente ao ano de 1853
Descobrindo o que outros já descobriram.
Curiosidades
Números de outros tempos
Neste quadro podemos ver como naquela data a taxa de natalidade era grande, sabemos que naquele tempo não havia:
Net, TV, PlayStation, CD’s, DVD’s, etc, etc, etc
Mas será a única razão para 150 anos depois, as estatísticas são completamente diferentes.
Continuando como agora, qualquer dia seremos uma raça, um ser em extinção.
Este quadro foi retirado no livro (Anais de Moura).
Um abraço a todos, e qualquer dia cá estarei de novo, beijos e abraços a todos.
Elaborado e enviado por:
José Fachadas (Zé Filipe)
Curiosidades
Números de outros tempos
Neste quadro podemos ver como naquela data a taxa de natalidade era grande, sabemos que naquele tempo não havia:
Net, TV, PlayStation, CD’s, DVD’s, etc, etc, etc
Mas será a única razão para 150 anos depois, as estatísticas são completamente diferentes.
Continuando como agora, qualquer dia seremos uma raça, um ser em extinção.
Este quadro foi retirado no livro (Anais de Moura).
Um abraço a todos, e qualquer dia cá estarei de novo, beijos e abraços a todos.
Elaborado e enviado por:
José Fachadas (Zé Filipe)
sábado, 7 de junho de 2008
Rocha Fria

Dando seguimento a recolha da nossa amiga Marta Santos, vamos publicar um pequeno texto que foi retirado do livro “Santo Amador” de João da Mouca, cuja edição é da Câmara Municipal de Moura.
Rocha Fria
A um km aproximadamente, desta povoação encontra-se um local que merece ser visitado e, talvez por se conhecer, não o tem sido. É a rocha fria que os oferece um panorama encantador. Duas rochas enormes erguem-se a uma altura aproximada a 200 metros e, indo unir as suas extremidades, formam uma espécie de abóbada. Em certo sítio solta-se um jorrosito de água, que vem deslizando mansamente por entre ranhuras da rocha, depois, numa queda rápida, que forma uma cascata lindíssima, vem descansar numa lagoazita.
Rocha Fria
A um km aproximadamente, desta povoação encontra-se um local que merece ser visitado e, talvez por se conhecer, não o tem sido. É a rocha fria que os oferece um panorama encantador. Duas rochas enormes erguem-se a uma altura aproximada a 200 metros e, indo unir as suas extremidades, formam uma espécie de abóbada. Em certo sítio solta-se um jorrosito de água, que vem deslizando mansamente por entre ranhuras da rocha, depois, numa queda rápida, que forma uma cascata lindíssima, vem descansar numa lagoazita.
Foto: Ermelindo Monteiro
quarta-feira, 4 de junho de 2008
Obrigada Moçambique - por Francisco Cascalhais
Era uma aula de Luta e Defesa Pessoal, com uma componente física acentuada, pelo qual, nós, eu e o outro instrutor desta disciplina, solicitámos que todos os instruendos deixassem a parte de cima do uniforme na “caserna” e viessem só de T-shirt.
Preparados par dar início à aula, qual não é o nosso espanto quando reparámos que está um instruendo, Exequias Mandate, em tronco nu, ou seja, sem camisola!
- Sr. Exéquias, a sua T-shirt? - perguntei-lhe.
- Desculpe Sr. Instrutor, mas eu não... não tenho T-shirts! - respondeu algo embaraçado e desconfortável.
Por alguns segundos fiquei estático e incrédulo, como se tivesse levado uma paulada na cabeça... o constrangimento dele passou de imediato para a minha pessoa... “Como era possível nos dias de hoje um agente de autoridade não ter condições para comprar uma T-shirt?”, interrogava-me.
Num acto irreflectido, dispo a minha e entrego-lha... Em simultâneo e não esperando semelhante reacção, os restantes 29 instruendos começam a bater palmas de tal forma que acabaram por me deixar completamente “encavacado”, pois, não esperava tal reacção por algo que para nós é pouco normal, “desenrascar” o próximo com o pouco que temos. Acabei por dar a aula com o dólmen da minha farda, ficando no final como devem calcular... todo transpirado.
Há pequenos gestos que a nós não nos custam nada mas que para os outros são de extrema importância! A título de curiosidade, nos dias subsequentes a este episódio, sempre que nós, instrutores Portugueses, entrávamos no Quartel, todos se levantavam e cumprimentavam com enorme sorriso e posição de respeito. A notícia tinha corrido rápido! Penso ser este sentido de partilha e comportamento, próprio de todos nós, “Tugas”, a chave do sucesso e do reconhecimento que se tem granjeado pelo Mundo fora nas Missões Internacionais em que Portugal e em particular a GNR tem participado.
Gente da minha terra, é com esta pequena história que, mais uma vez, volto a interagir com todos vós, sempre com a firme convicção que todos sabeis que as histórias e situações que vos transmito passaram-se comigo, como passar-se-iam com os demais que, estando na minha posição, tivessem a oportunidade de as viver. Não é numa perspectiva de valorização que as compartilho, mas sim, para me ajudar a passar o tempo onde me encontro neste momento, longe de tudo e todos, e ao mesmo tempo para me manter mais próximo de todos vós!
Tudo isto se passou no Verão de 2007, de 23 de Agosto a 21 de Outubro, quando fui nomeado, em conjunto com mais dois instrutores, integrado no projecto de apoio ao desenvolvimento dos países lusófonos sob a responsabilidade do IPAD (Instituto Português de Apoio ao Desenvolvimento) para ir ministrar formação de Ordem Pública à FIR (Força de Intervenção Rápida) da Policia da República de Moçambique.
Desta feita uma missão sem carácter Humanitário ou de Paz mas, na minha modesta opinião, também ela revestida de alguma nobreza por parte do nosso País, porquanto e após constatar a realidade das dificuldades vividas, a todos os níveis, neste magnifico País Africano que outrora nos pertenceu, encontrei a justificação para a decisão tomada por quem tem essa competência. Encontrando grandes dificuldades ao nível das infra-estruturas, equipamento e armamento para ministrar o curso de RMOP (Restabelecimento e Manutenção de Ordem Pública) aquilo a que nos propúnhamos estava acima daquilo que podíamos desenvolver. Foi pedindo uma coisa aqui, outra acolá, que conseguimos colmatar e suprimir as grandes carências vividas pela Policia da República de Moçambique. A título de exemplo posso vos dizer que alguns dos capacetes (peça essencial neste trabalho) não tinham como apertar, ou seja, se tivessem de correr com estes na cabeça está-se mesmo a ver o que sucedia!
Uma das matérias tinha como conteúdo Agentes Incendiários, aprender a apagar o fogo sem ajudas exteriores (extintores, etc.) no escudo de protecção e na roupa caso fosse lançado um “cocktail molotof” (garrafa de combustível a arder) sobre o agente, o que para tal ser correctamente executado, seria imperioso a utilização de luvas e botas, mais que não fosse, de cabedal, para assim minimizar as probabilidades de o fogo ter contacto com a pele. Foi completamente impossível fornecer tal material e foi através de algum improviso que, mais uma vez, conseguimos aproximar da realidade tal instrução.
Encontrando gente de bom trato, muito afável e surpreendentemente comunicativa, precisando de pouco para devolver um sorriso, contribuíram sobremaneira para o culminar de mais uma experiência profissional e humana que jamais olvidarei.
País com fortes perspectivas de desenvolvimento e enormes potencialidades, poderá num futuro próximo ser um grande e aliciante destino turístico para aqueles que gostam de calor, natureza e praia! Recomendo uma pesquisa na net!
Sei que estiveram outros Santoamadorenses em Moçambique no tempo da Guerra Colonial, quando a Capital ainda era Lourenço Marques, e que de certo gostariam de voltar a visitar, noutras circunstâncias, claro, tão distinto País!
1º CursoDespeço-me de todos vós, pedindo desculpa por só relatar histórias vividas fora da nossa terra mas, para além de já ter mais de metade da minha vida fora dela, também já me faltam muitos detalhes daquelas que me lembro e poderia contar... lololol!
Para todos vós um grande bem-haja e...
VIVA A NOSSA SELECÇÃO!!!!!
Preparados par dar início à aula, qual não é o nosso espanto quando reparámos que está um instruendo, Exequias Mandate, em tronco nu, ou seja, sem camisola!
- Sr. Exéquias, a sua T-shirt? - perguntei-lhe.
- Desculpe Sr. Instrutor, mas eu não... não tenho T-shirts! - respondeu algo embaraçado e desconfortável.
Por alguns segundos fiquei estático e incrédulo, como se tivesse levado uma paulada na cabeça... o constrangimento dele passou de imediato para a minha pessoa... “Como era possível nos dias de hoje um agente de autoridade não ter condições para comprar uma T-shirt?”, interrogava-me.
Num acto irreflectido, dispo a minha e entrego-lha... Em simultâneo e não esperando semelhante reacção, os restantes 29 instruendos começam a bater palmas de tal forma que acabaram por me deixar completamente “encavacado”, pois, não esperava tal reacção por algo que para nós é pouco normal, “desenrascar” o próximo com o pouco que temos. Acabei por dar a aula com o dólmen da minha farda, ficando no final como devem calcular... todo transpirado.
Há pequenos gestos que a nós não nos custam nada mas que para os outros são de extrema importância! A título de curiosidade, nos dias subsequentes a este episódio, sempre que nós, instrutores Portugueses, entrávamos no Quartel, todos se levantavam e cumprimentavam com enorme sorriso e posição de respeito. A notícia tinha corrido rápido! Penso ser este sentido de partilha e comportamento, próprio de todos nós, “Tugas”, a chave do sucesso e do reconhecimento que se tem granjeado pelo Mundo fora nas Missões Internacionais em que Portugal e em particular a GNR tem participado.
Gente da minha terra, é com esta pequena história que, mais uma vez, volto a interagir com todos vós, sempre com a firme convicção que todos sabeis que as histórias e situações que vos transmito passaram-se comigo, como passar-se-iam com os demais que, estando na minha posição, tivessem a oportunidade de as viver. Não é numa perspectiva de valorização que as compartilho, mas sim, para me ajudar a passar o tempo onde me encontro neste momento, longe de tudo e todos, e ao mesmo tempo para me manter mais próximo de todos vós!
Tudo isto se passou no Verão de 2007, de 23 de Agosto a 21 de Outubro, quando fui nomeado, em conjunto com mais dois instrutores, integrado no projecto de apoio ao desenvolvimento dos países lusófonos sob a responsabilidade do IPAD (Instituto Português de Apoio ao Desenvolvimento) para ir ministrar formação de Ordem Pública à FIR (Força de Intervenção Rápida) da Policia da República de Moçambique.
Desta feita uma missão sem carácter Humanitário ou de Paz mas, na minha modesta opinião, também ela revestida de alguma nobreza por parte do nosso País, porquanto e após constatar a realidade das dificuldades vividas, a todos os níveis, neste magnifico País Africano que outrora nos pertenceu, encontrei a justificação para a decisão tomada por quem tem essa competência. Encontrando grandes dificuldades ao nível das infra-estruturas, equipamento e armamento para ministrar o curso de RMOP (Restabelecimento e Manutenção de Ordem Pública) aquilo a que nos propúnhamos estava acima daquilo que podíamos desenvolver. Foi pedindo uma coisa aqui, outra acolá, que conseguimos colmatar e suprimir as grandes carências vividas pela Policia da República de Moçambique. A título de exemplo posso vos dizer que alguns dos capacetes (peça essencial neste trabalho) não tinham como apertar, ou seja, se tivessem de correr com estes na cabeça está-se mesmo a ver o que sucedia!
Uma das matérias tinha como conteúdo Agentes Incendiários, aprender a apagar o fogo sem ajudas exteriores (extintores, etc.) no escudo de protecção e na roupa caso fosse lançado um “cocktail molotof” (garrafa de combustível a arder) sobre o agente, o que para tal ser correctamente executado, seria imperioso a utilização de luvas e botas, mais que não fosse, de cabedal, para assim minimizar as probabilidades de o fogo ter contacto com a pele. Foi completamente impossível fornecer tal material e foi através de algum improviso que, mais uma vez, conseguimos aproximar da realidade tal instrução.
Encontrando gente de bom trato, muito afável e surpreendentemente comunicativa, precisando de pouco para devolver um sorriso, contribuíram sobremaneira para o culminar de mais uma experiência profissional e humana que jamais olvidarei.
País com fortes perspectivas de desenvolvimento e enormes potencialidades, poderá num futuro próximo ser um grande e aliciante destino turístico para aqueles que gostam de calor, natureza e praia! Recomendo uma pesquisa na net!
Sei que estiveram outros Santoamadorenses em Moçambique no tempo da Guerra Colonial, quando a Capital ainda era Lourenço Marques, e que de certo gostariam de voltar a visitar, noutras circunstâncias, claro, tão distinto País!
1º CursoDespeço-me de todos vós, pedindo desculpa por só relatar histórias vividas fora da nossa terra mas, para além de já ter mais de metade da minha vida fora dela, também já me faltam muitos detalhes daquelas que me lembro e poderia contar... lololol!
Para todos vós um grande bem-haja e...
VIVA A NOSSA SELECÇÃO!!!!!
terça-feira, 3 de junho de 2008
Suíça, Selecção, Motards e o Mindo... Santo Amador também esteve lá...
domingo, 1 de junho de 2008
Curiosidades
11 de Outubro de 1931 – Touros de morte em Santo Amador
05 de Janeiro de 1932 – Encontra-se quase intransitável, devido aos aguaceiros que têm vindo a acontecer, o ramal que liga Santo Amador a Moura e Barrancos.
30 de Janeiro de 1933 – Tudo continua na mesma, o ramal contínua por arranjar e continua a ser difícil quer a importação quer a exportação de pessoas e bens para esta freguesia
1951 – Inauguração do Posto telefónico de Santo Amador
15 de Maio de 1959 – Fim da construção do edifício escolar
15 de Dezembro de 1959 – Conclusão de calcetamento de algumas ruas da aldeia
02 de Novembro de 1967 – Criação do Grupo Desportivo “Os Lusos”
01 de Abril de 1972 – Chegou a electricidade a Santo Amador!
15 de Fevereiro de 1989 – Restauração de igreja
17 de Maio de 1991 – Abastecimento de água domiciliário
24 de Junho de 1992 – Mastro de São João ganha o primeiro prémio
15 de Julho de 1992 – Ultimo dia que Santo Amador teve Expresso
28 de Fevereiro de 1993 – Nevou em Santo Amador
15 de Março de 1993 – Torre do relógio finalmente pronta
Enviado por Marta Santos
PS – Aguardamos com expectativa a 2ª parte…
05 de Janeiro de 1932 – Encontra-se quase intransitável, devido aos aguaceiros que têm vindo a acontecer, o ramal que liga Santo Amador a Moura e Barrancos.
30 de Janeiro de 1933 – Tudo continua na mesma, o ramal contínua por arranjar e continua a ser difícil quer a importação quer a exportação de pessoas e bens para esta freguesia
1951 – Inauguração do Posto telefónico de Santo Amador
15 de Maio de 1959 – Fim da construção do edifício escolar
15 de Dezembro de 1959 – Conclusão de calcetamento de algumas ruas da aldeia
02 de Novembro de 1967 – Criação do Grupo Desportivo “Os Lusos”
01 de Abril de 1972 – Chegou a electricidade a Santo Amador!
15 de Fevereiro de 1989 – Restauração de igreja
17 de Maio de 1991 – Abastecimento de água domiciliário
24 de Junho de 1992 – Mastro de São João ganha o primeiro prémio
15 de Julho de 1992 – Ultimo dia que Santo Amador teve Expresso
28 de Fevereiro de 1993 – Nevou em Santo Amador
15 de Março de 1993 – Torre do relógio finalmente pronta
Enviado por Marta Santos
PS – Aguardamos com expectativa a 2ª parte…
Modos de Dizer - Expressões "Idiomáticas"
“Por que carga d’água” – Por que motivo ou razão?
“Por mor disso” – Por causa disso
“Quem muito se abaixa o seu cu lhe aparece” - quem se humilha é esmagado
“Engalinhar-se” – Pôr-se com frio
“Estar desmanginada” – Estar desenganada
“Andar de cascos ao sol” – Andar ao sol de cabeça descoberta
“Andar à bulha” – Brigar
“Mal andamoso” – Mau caminho
“Puxar a brasa à sua sardinha” – Escolher o melhor para si
“Dá cá uma tanganhada” – Cumprimento de aperto de mão
“Tem-se em dzer” – Dizem
“Ter macaquinhos na cabeça” – Ter uma ideia
“Tremer que nem varas verdes” – Tremer muito
“Tranquitana” – Objecto sem préstimo
“Travessura” – Maldade
“O que tem você a ver com isso?” – Que lhe interessa?
“Al sará” – Não crê
Enviado por Marta Santos
“Por mor disso” – Por causa disso
“Quem muito se abaixa o seu cu lhe aparece” - quem se humilha é esmagado
“Engalinhar-se” – Pôr-se com frio
“Estar desmanginada” – Estar desenganada
“Andar de cascos ao sol” – Andar ao sol de cabeça descoberta
“Andar à bulha” – Brigar
“Mal andamoso” – Mau caminho
“Puxar a brasa à sua sardinha” – Escolher o melhor para si
“Dá cá uma tanganhada” – Cumprimento de aperto de mão
“Tem-se em dzer” – Dizem
“Ter macaquinhos na cabeça” – Ter uma ideia
“Tremer que nem varas verdes” – Tremer muito
“Tranquitana” – Objecto sem préstimo
“Travessura” – Maldade
“O que tem você a ver com isso?” – Que lhe interessa?
“Al sará” – Não crê
Enviado por Marta Santos
Dicionário Bilingue “Santoamadorense – Português”
“Abalada” – Ir-se embora
“Abáxar-se” – Inclinar-se
“Abêspra” - Vespa
“Abondar” – Estar rico
“Acabamento” – Fim
“Açafruado” – Zangado
“Açanar” – Acenar
“Acauso” – Acaso
“Alemiar” – Alumiar
“Almário” – Armário
“Amontar” – Subir
“Ametade” – Metade
“Andar a nove” – Andar depressa
“Antoino” – António
“Arrabaça” – Rabaça
“Açucre” – Açúcar
“Assabão” – Sabão
“Atão” – Então
“Azetona” – Azeitona
“Bacinar” – Vacinar
“Bácora” – Porca
“Baldorega” – Beldroega
“Balho” – Baile
“Barranhão” – Alguidar
“Bassoira” – Vassoura
“Caféi” – Café
“Coida” – Côdea
“Baúl” – Baú
“Vestigo” – Postigo
“Bizorga” – Palerma
“Blancia” – Melancia
“Bober” – Beber
“Brabo” – Bravo
“Botifarras” – Botas garndes
“Cachola” – Fígado
“Cagaço” – Medo
“Cair no goto” – Agradar
“Calma” – Estar calor
“Catrina” – Catarina
“Charaviscar” - Procurar
“Charroco” – emparvalhado
“Dar sumiço” – dar fim de…
“Dente queixal” – Dente molar
“Didal” – Dedal
“Drento” – Dentro
“Em pelote” – Nu
“Engreja” – Igreja
“Estrovo” – Estorvo
“Fazer estardalhaço” – Fazer barulho
“Galiosa” – Vaidosa
“Greganta” – Garganta
“Hortalã” – Hortelã
“Ir às sortes” – Inspecção militar
“Abarracado” – Estar de cama doente
“Joquim” – Joaquim
“Jasus” – Jesus
“Lête” – Leite
“Lusco fusco” - crepúsculo
“Manel” – Manuel
“Mánica” – Máquina
“Mimoira” – Memória
“Mijar” – Fazer chichi
“Murraça” – Porcaria
“Nalgas” – Nádegas
“Nuverado” – Nublado
“S’Otre dia” – no outro dia
“Oregos” – Orégãos
“Paiola” – Parva
“Panal” – Toalha branca
“Pata” – Pé
“Pregar olho” – Dormir
“Rabanada” – Vento
“Rebiteza” – Vivacidade
“Refastelado” – Acomodado
“Satesfação” – Satisfação
“Tar barruntando” – Percebendo
“Ta prantando” – Colocar
“Talocada” – Paulada
“Távoa” – Tábua
“Trevoada” – Trovoada
“Varrasco” – Porco
“Veneta” – Raiva
“Zurreira” - Fumaça
Enviado por Marta Santos
“Abáxar-se” – Inclinar-se
“Abêspra” - Vespa
“Abondar” – Estar rico
“Acabamento” – Fim
“Açafruado” – Zangado
“Açanar” – Acenar
“Acauso” – Acaso
“Alemiar” – Alumiar
“Almário” – Armário
“Amontar” – Subir
“Ametade” – Metade
“Andar a nove” – Andar depressa
“Antoino” – António
“Arrabaça” – Rabaça
“Açucre” – Açúcar
“Assabão” – Sabão
“Atão” – Então
“Azetona” – Azeitona
“Bacinar” – Vacinar
“Bácora” – Porca
“Baldorega” – Beldroega
“Balho” – Baile
“Barranhão” – Alguidar
“Bassoira” – Vassoura
“Caféi” – Café
“Coida” – Côdea
“Baúl” – Baú
“Vestigo” – Postigo
“Bizorga” – Palerma
“Blancia” – Melancia
“Bober” – Beber
“Brabo” – Bravo
“Botifarras” – Botas garndes
“Cachola” – Fígado
“Cagaço” – Medo
“Cair no goto” – Agradar
“Calma” – Estar calor
“Catrina” – Catarina
“Charaviscar” - Procurar
“Charroco” – emparvalhado
“Dar sumiço” – dar fim de…
“Dente queixal” – Dente molar
“Didal” – Dedal
“Drento” – Dentro
“Em pelote” – Nu
“Engreja” – Igreja
“Estrovo” – Estorvo
“Fazer estardalhaço” – Fazer barulho
“Galiosa” – Vaidosa
“Greganta” – Garganta
“Hortalã” – Hortelã
“Ir às sortes” – Inspecção militar
“Abarracado” – Estar de cama doente
“Joquim” – Joaquim
“Jasus” – Jesus
“Lête” – Leite
“Lusco fusco” - crepúsculo
“Manel” – Manuel
“Mánica” – Máquina
“Mimoira” – Memória
“Mijar” – Fazer chichi
“Murraça” – Porcaria
“Nalgas” – Nádegas
“Nuverado” – Nublado
“S’Otre dia” – no outro dia
“Oregos” – Orégãos
“Paiola” – Parva
“Panal” – Toalha branca
“Pata” – Pé
“Pregar olho” – Dormir
“Rabanada” – Vento
“Rebiteza” – Vivacidade
“Refastelado” – Acomodado
“Satesfação” – Satisfação
“Tar barruntando” – Percebendo
“Ta prantando” – Colocar
“Talocada” – Paulada
“Távoa” – Tábua
“Trevoada” – Trovoada
“Varrasco” – Porco
“Veneta” – Raiva
“Zurreira” - Fumaça
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