piloto muito sério com o seu chapéu (década de 80)
quinta-feira, 31 de janeiro de 2008
quinta-feira, 24 de janeiro de 2008
domingo, 20 de janeiro de 2008
Novo Campo de Tiro II
O Novo Campo de Tiro das Forças Armadas portuguesas poderá ter uma parte operacional em 2010. Várias fontes ligadas ao meio militar admitem que, caso o ministro da Defesa escolha rapidamente o local para a construção das novas instalações para o treino militar, será possível ter um novo campo de tiro semioperacional em 2010.
Para já, o baixo Alentejo, nas regiões de Moura, Mértola e Serpa, apresenta-se como o local com maiores potencialidades para a construção do novo campo de tiro. Os autarcas locais já levantaram reservas a este projecto.
Fonte: Correio da Manhã
sábado, 19 de janeiro de 2008
sexta-feira, 18 de janeiro de 2008
Poetas Populares de Santo Amador VIII
Viva Santo Amador.
Já sou profissional.
E do mais completo
Que existe em Portugal
Prometeu e não faltou
A encomenda encanalizada,
Já temos fartura de água
Tantos anos que levou
Afinal sempre chegou
Fazer este favor
Já temos ao nosso dispor
Para beber, banho e lavar
Viva Santo Amador.
Joaquim Seita atrapalhado
Com bombinhos e mangueiras,
Acabaram-se as torneiras
Ficou tudo “desgotado”,
Com tudo regado
Que é o principal
O prazer é igual
Em havendo dinheiro
Sou bom jardineiro
Já sou profissional
Temos esgotos e ramais
Luz e televisores
E muitos computadores,
Nos pontos principais
Ainda vem mais
Vamos ter uma oferta
A conta está aberta
O que eu mais invejo
No Baixo Alentejo
É do mais completo
Emigrantes e agricultores
Ninguém está parado
Está tudo amanhado,
Com os vossos tractores
São bons trabalhadores
Opiniosos sem rival
Como não há igual
Cá ao nosso actor
Trabalha com amor
Existe em Portugal.
Autor - Jacinto António dos Santos
Poema que integra o livro "Memórias - Poesia Popular" editado pela ADASA - Associação de Defesa do Património Cultural e Ambiental de Santo Amador, em Outubro de 2001
Já sou profissional.
E do mais completo
Que existe em Portugal
Prometeu e não faltou
A encomenda encanalizada,
Já temos fartura de água
Tantos anos que levou
Afinal sempre chegou
Fazer este favor
Já temos ao nosso dispor
Para beber, banho e lavar
Viva Santo Amador.
Joaquim Seita atrapalhado
Com bombinhos e mangueiras,
Acabaram-se as torneiras
Ficou tudo “desgotado”,
Com tudo regado
Que é o principal
O prazer é igual
Em havendo dinheiro
Sou bom jardineiro
Já sou profissional
Temos esgotos e ramais
Luz e televisores
E muitos computadores,
Nos pontos principais
Ainda vem mais
Vamos ter uma oferta
A conta está aberta
O que eu mais invejo
No Baixo Alentejo
É do mais completo
Emigrantes e agricultores
Ninguém está parado
Está tudo amanhado,
Com os vossos tractores
São bons trabalhadores
Opiniosos sem rival
Como não há igual
Cá ao nosso actor
Trabalha com amor
Existe em Portugal.
Autor - Jacinto António dos Santos
Poema que integra o livro "Memórias - Poesia Popular" editado pela ADASA - Associação de Defesa do Património Cultural e Ambiental de Santo Amador, em Outubro de 2001
Poetas Populares de Santo Amador VII
Quando eu vim para os “Barranquinhos”,
Viviam tão pobrezinhos,
Que até bebiam água em qualquer fonte;
Agora é vinho e cerveja
E vamos fazer uma Igreja
E temos dinheiro aos montes.
Viva lá Sr. Godinho
Eu dou-lhe toda a razão,
Eu trabalho aqui sozinho
Sou o mestre do carvão.
No Inverno não faço nada,
Trabalho muito no Verão,
Estou farto de madrugadas
E têm-me atirado pazadas
A ver se arranjo algum melão.
Viva lá Sr. Domingos
Mais o compadre Manel,
Amanhã venham cedinho,
Não se percam no caminho
Temos que ir tirar o mel.
Quando estava cá o Grenhas,
Esta aldeia estava morta,
Agora aqui já não há senha
Temos fartura de lenha
E comemos aqui da horta.
Aqui não temos fascistas
Mas temos muito dinheiro,
Temos aqui bons artistas
Eu sou o mestre cadeireiro.
Eu vivo em casa sozinha,
E fui boa trabalhadeira
Como sou boa vizinha ,
Vou passar pra cozinheira.
Eu sou o homem da escrita,
É a minha profissão,
Tenho uma vida bonita
E bebo vinho e como pão
Mas bebo vinho a cachão.
Autor - Francisco Ventura Póvoa
Poema que integra o livro "Memórias - Poesia Popular" editado pela ADASA - Associação de Defesa do Património Cultural e Ambiental de Santo Amador, em Outubro de 2001
Viviam tão pobrezinhos,
Que até bebiam água em qualquer fonte;
Agora é vinho e cerveja
E vamos fazer uma Igreja
E temos dinheiro aos montes.
Viva lá Sr. Godinho
Eu dou-lhe toda a razão,
Eu trabalho aqui sozinho
Sou o mestre do carvão.
No Inverno não faço nada,
Trabalho muito no Verão,
Estou farto de madrugadas
E têm-me atirado pazadas
A ver se arranjo algum melão.
Viva lá Sr. Domingos
Mais o compadre Manel,
Amanhã venham cedinho,
Não se percam no caminho
Temos que ir tirar o mel.
Quando estava cá o Grenhas,
Esta aldeia estava morta,
Agora aqui já não há senha
Temos fartura de lenha
E comemos aqui da horta.
Aqui não temos fascistas
Mas temos muito dinheiro,
Temos aqui bons artistas
Eu sou o mestre cadeireiro.
Eu vivo em casa sozinha,
E fui boa trabalhadeira
Como sou boa vizinha ,
Vou passar pra cozinheira.
Eu sou o homem da escrita,
É a minha profissão,
Tenho uma vida bonita
E bebo vinho e como pão
Mas bebo vinho a cachão.
Autor - Francisco Ventura Póvoa
Poema que integra o livro "Memórias - Poesia Popular" editado pela ADASA - Associação de Defesa do Património Cultural e Ambiental de Santo Amador, em Outubro de 2001
Poetas Populares de Santo Amador VI
Trago o fado no sentido
Por não o saber cantar,
A minha alma dá gemidos
Se ouço a guitarra a trinar
Quando ouço alguém cantar
O fado linda canção
Ponho-me atento a escutar
Entra-me no coração
Trato o fado com respeito
Que é a canção portuguesa,
Gosto de ouvir a preceito
Canção de rara beleza
Em pequeno comecei
A cantar com boa voz,
Depois depressa acabei
Como se passa a muitos nós
Assim fiquei sem cantar
Por ver que estava perdido,
E assim tive que deixar
Trago o fado no sentido
Autor - Francisco José da Ascensão Finha
Poema que integra o livro "Memórias - Poesia Popular" editado pela ADASA - Associação de Defesa do Património Cultural e Ambiental de Santo Amador, em Outubro de 2001
Por não o saber cantar,
A minha alma dá gemidos
Se ouço a guitarra a trinar
Quando ouço alguém cantar
O fado linda canção
Ponho-me atento a escutar
Entra-me no coração
Trato o fado com respeito
Que é a canção portuguesa,
Gosto de ouvir a preceito
Canção de rara beleza
Em pequeno comecei
A cantar com boa voz,
Depois depressa acabei
Como se passa a muitos nós
Assim fiquei sem cantar
Por ver que estava perdido,
E assim tive que deixar
Trago o fado no sentido
Autor - Francisco José da Ascensão Finha
Poema que integra o livro "Memórias - Poesia Popular" editado pela ADASA - Associação de Defesa do Património Cultural e Ambiental de Santo Amador, em Outubro de 2001
Poetas Populares de Santo Amador V
O vinte e cinco de Abril,
Nesta data genial,
Restituiu-se a liberdade
Ao povo de Portugal.
A longa noite fascista,
De Salazar e Caetano,
Que durou por muitos anos
O povo era pacifista
Quando algum mais activista
Lhe tentava resistir,
Aquele bando viril
Era capaz de o matar,
Para tentar evitar
O vinte e cinco de Abril.
A guerra nas ex-colónias,
Que tanta gente matou,
E mutilados deixou,
Que marcou a nossa história
Os jovens iam para fora
Sem fazerem qualquer mal,
Para uma guerra infernal
Que tanto sangue derramou,
E felizmente acabou
Nesta data genial.
Formou-se então um movimento,
Chamado dos Capitães,
Esses homens valentões
Cheios de garra e talento
Eles sentiam por dentro
Essa injustiça e maldade
Na clandestinidade
Lutando com sangue novo,
Fizeram para que o seu povo
Restituiu-se a liberdade.
Com tudo planeado
Pró movimento avançar,
Pró governo derrubar
Ver o fascismo acabado
Lutando lado a lado
Para conseguir alcançar
O objectivo principal,
Que eles tinham por alvo
Dar a revolução dos cravos
Ao povo de Portugal.
Autor - Francisco Farias da Conceição
Poema que integra o livro "Memórias - Poesia Popular" editado pela ADASA - Associação de Defesa do Património Cultural e Ambiental de Santo Amador, em Outubro de 2001
Nesta data genial,
Restituiu-se a liberdade
Ao povo de Portugal.
A longa noite fascista,
De Salazar e Caetano,
Que durou por muitos anos
O povo era pacifista
Quando algum mais activista
Lhe tentava resistir,
Aquele bando viril
Era capaz de o matar,
Para tentar evitar
O vinte e cinco de Abril.
A guerra nas ex-colónias,
Que tanta gente matou,
E mutilados deixou,
Que marcou a nossa história
Os jovens iam para fora
Sem fazerem qualquer mal,
Para uma guerra infernal
Que tanto sangue derramou,
E felizmente acabou
Nesta data genial.
Formou-se então um movimento,
Chamado dos Capitães,
Esses homens valentões
Cheios de garra e talento
Eles sentiam por dentro
Essa injustiça e maldade
Na clandestinidade
Lutando com sangue novo,
Fizeram para que o seu povo
Restituiu-se a liberdade.
Com tudo planeado
Pró movimento avançar,
Pró governo derrubar
Ver o fascismo acabado
Lutando lado a lado
Para conseguir alcançar
O objectivo principal,
Que eles tinham por alvo
Dar a revolução dos cravos
Ao povo de Portugal.
Autor - Francisco Farias da Conceição
Poema que integra o livro "Memórias - Poesia Popular" editado pela ADASA - Associação de Defesa do Património Cultural e Ambiental de Santo Amador, em Outubro de 2001
quarta-feira, 16 de janeiro de 2008
Animação no Carnaval
02 de Fevereiro - Sábado
21H30m – Pinha de Santo Amador
03 de Fevereiro - Domingo
15 H - Matiné da Pinha
18 H - Entrega da Pinha
21 H - Baile de Máscaras
Além das anteriores actividades, durante o fim-de-semana, o grupo santoamadorense que participa nas Estudantinas/2008 (Amareleja), irá apresentar a dança (manifestação artística satírica) em alguns pontos estratégicos da aldeia. Esteja atento…
21H30m – Pinha de Santo Amador
03 de Fevereiro - Domingo
15 H - Matiné da Pinha
18 H - Entrega da Pinha
21 H - Baile de Máscaras
Além das anteriores actividades, durante o fim-de-semana, o grupo santoamadorense que participa nas Estudantinas/2008 (Amareleja), irá apresentar a dança (manifestação artística satírica) em alguns pontos estratégicos da aldeia. Esteja atento…
A luta continua...
As sondagens são meros indicadores estatísticos, e o número de votantes também foi baixo, mas o resultado sempre dá algum ânimo para continuarmos nesta luta contra o esmorecimento colectivo que comunidades como a nossa sofrem.
O objectivo inicial era o de aproximar as pessoas da nossa terra, procurando revitalizar o espírito de comunidade, que esteve sempre presente nas várias gerações que nos antecederam, mas que com o tempo foi desaparecendo…
Muitas vezes descuidámo-nos ao não incluir certas actividades que se desenvolvem na nossa aldeia, mas apenas se deve ao pequeno número de pessoas que participam na colocação de post.
Mais uma vez, apelámos que os santoamadorenses, e também aqueles que não são, que participem… Enviem fotos, textos, poesias, etc…
Obrigado pela confiança….
O objectivo inicial era o de aproximar as pessoas da nossa terra, procurando revitalizar o espírito de comunidade, que esteve sempre presente nas várias gerações que nos antecederam, mas que com o tempo foi desaparecendo…
Muitas vezes descuidámo-nos ao não incluir certas actividades que se desenvolvem na nossa aldeia, mas apenas se deve ao pequeno número de pessoas que participam na colocação de post.
Mais uma vez, apelámos que os santoamadorenses, e também aqueles que não são, que participem… Enviem fotos, textos, poesias, etc…
Obrigado pela confiança….
quinta-feira, 10 de janeiro de 2008
Poetas Populares de Santo Amador IV
Eu arrebento fugindo
A caminho do Morgado,
É raro eu chegar a horas,
Chego quase sempre atrasado.
Já lhe sei dar o desconto
Nesta questão de carreiras,
Desde que tirei a primeira
Nunca mais lhe dei com o conto
Quando nas botas me monto
Por vezes até vão “ringindo”,
Eu vou sempre resistindo
Galgando covas e sesmos
Eu digo comigo mesmo
Devo rebentar fugindo
Os colegas ao verem-me chegar,
Estão sentados junto ao lume
E como é já de costume
Começam a buzinar;
Eu começo a disfarçar
Para não me verem zangado,
Chego lá sempre suado
Tenho muita resistência.
É preciso ter paciência
A caminho do Morgado.
Mas se eu pedisse ao Feitor,
Talvez ele concordasse
Talvez que ele me comprasse
Uma bicicleta a motor,
Não me fazia favor
Mas não teria melhoras
Passava a ter mais demoras
Dava o mesmo resultado
Alguém era atropelado
E também não chegava a horas.
Se a vida se proporcionasse
Só comprando um avião
Passava a partir então,
Além quando o sol nasce
Não havia quem me ganhasse
E já não era apupado
Eu já estou acostumado
É por isso que não estranho
Não sei como é que eu me amanho
Chego lá sempre atrasado.
Autor - Domingos António Fialho Valente
Poema que integra o livro "Memórias - Poesia Popular" editado pela ADASA - Associação de Defesa do Património Cultural e Ambiental de Santo Amador, em Outubro de 2001
A caminho do Morgado,
É raro eu chegar a horas,
Chego quase sempre atrasado.
Já lhe sei dar o desconto
Nesta questão de carreiras,
Desde que tirei a primeira
Nunca mais lhe dei com o conto
Quando nas botas me monto
Por vezes até vão “ringindo”,
Eu vou sempre resistindo
Galgando covas e sesmos
Eu digo comigo mesmo
Devo rebentar fugindo
Os colegas ao verem-me chegar,
Estão sentados junto ao lume
E como é já de costume
Começam a buzinar;
Eu começo a disfarçar
Para não me verem zangado,
Chego lá sempre suado
Tenho muita resistência.
É preciso ter paciência
A caminho do Morgado.
Mas se eu pedisse ao Feitor,
Talvez ele concordasse
Talvez que ele me comprasse
Uma bicicleta a motor,
Não me fazia favor
Mas não teria melhoras
Passava a ter mais demoras
Dava o mesmo resultado
Alguém era atropelado
E também não chegava a horas.
Se a vida se proporcionasse
Só comprando um avião
Passava a partir então,
Além quando o sol nasce
Não havia quem me ganhasse
E já não era apupado
Eu já estou acostumado
É por isso que não estranho
Não sei como é que eu me amanho
Chego lá sempre atrasado.
Autor - Domingos António Fialho Valente
Poema que integra o livro "Memórias - Poesia Popular" editado pela ADASA - Associação de Defesa do Património Cultural e Ambiental de Santo Amador, em Outubro de 2001
Poetas Populares de Santo Amador III
Os senhores ainda não erraram?
Pois eu já tenho errado,
Mas onde é que não se erra
Já se erra em todo o lado
Erra até o advogado
Erramos todos em geral,
Erra mesmo sem querer
Quando está a exercer
O Juiz no tribunal.
O errar é natural
Lá diz o velho ditado.
Mas quem erra sem ser por mal,
Desde que peça desculpa
Merece ser perdoado;
Até os nossos Deputados
Eu já tenho visto errar,
Quando estão no Parlamento
Para o povo a falar.
Todos por vezes erramos
Ninguém me diga que não,
Erra o Padre a pregar,
Erra o Chefe da Nação,
Erra até o mais pimpão,
Quando está descuidado
E não há ninguém que não erre
Lá diz o velho ditado.
E para finalizar
Aqui lhe deixo um recado
Não erre assim muitas vezes
Pode não ser desculpado
Autor - Dinis dos Santos Caeiro
Poema que integra o livro "Memórias - Poesia Popular" editado pela ADASA - Associação de Defesa do Património Cultural e Ambiental de Santo Amador, em Outubro de 2001
Pois eu já tenho errado,
Mas onde é que não se erra
Já se erra em todo o lado
Erra até o advogado
Erramos todos em geral,
Erra mesmo sem querer
Quando está a exercer
O Juiz no tribunal.
O errar é natural
Lá diz o velho ditado.
Mas quem erra sem ser por mal,
Desde que peça desculpa
Merece ser perdoado;
Até os nossos Deputados
Eu já tenho visto errar,
Quando estão no Parlamento
Para o povo a falar.
Todos por vezes erramos
Ninguém me diga que não,
Erra o Padre a pregar,
Erra o Chefe da Nação,
Erra até o mais pimpão,
Quando está descuidado
E não há ninguém que não erre
Lá diz o velho ditado.
E para finalizar
Aqui lhe deixo um recado
Não erre assim muitas vezes
Pode não ser desculpado
Autor - Dinis dos Santos Caeiro
Poema que integra o livro "Memórias - Poesia Popular" editado pela ADASA - Associação de Defesa do Património Cultural e Ambiental de Santo Amador, em Outubro de 2001
segunda-feira, 7 de janeiro de 2008
Poetas Populares de Santo Amador II
Manuel Gato é mentiroso
José Godinho “estrapasseiro”
Juntaram-se os dois um dia
No “malhadio” dos carneiros
O chefe da comissão
É o Francisco da Caseta,
Mamam-lhe todos na teta
Encostados ao balcão
Estes velhos dum cabrão
Malandros e cavilosos,
Todos tortos “cambeirosos”
Pelados com pouca vista,
E alguns deles são fachistas
Manuel Gato é mentiroso
O Tota mais o Sucata
Mestre Mancio e os Pedreiros
Levam os dias inteiros
No café jogando às cartas
As vezes formam barracas,
Os Serranos e os Monteiros
José Piçarra e o Caixeiro
Mais o José Mendes Godinho,
Diz José Pisa ao José Boirinho,
José Godinho “estrapaceiro”
Vamos todos ao café
Contar as nossas anedotas
José Machado e o Belhotas
José Coelho ali ao pé
José Coito também é
Lá da rua da mania
E o Bacalhau também queria
Mais o Gato e o Espadeiro
Miguel Mestre e o Barreiros
Juntaram-se os dois um dia.
Junto os velhos da Rua Nova,
Junto os velhos da Eirinha
Junto o Rabito ao Calcinha
Junto o Pedro ao José da Póvoa,
Vão cantando a moda nova
Com os velhos do Outeiro
João Pássaro o Primeiro
Para o cante da desgarrada
Juntou-se toda a velhada
No “malhadio” dos Carneiros.
Autor - José da Conceição Godinho
Poema que integra o livro "Memórias - Poesia Popular" editado pela ADASA - Associação de Defesa do Património Cultural e Ambiental de Santo Amador, em Outubro de 2001
José Godinho “estrapasseiro”
Juntaram-se os dois um dia
No “malhadio” dos carneiros
O chefe da comissão
É o Francisco da Caseta,
Mamam-lhe todos na teta
Encostados ao balcão
Estes velhos dum cabrão
Malandros e cavilosos,
Todos tortos “cambeirosos”
Pelados com pouca vista,
E alguns deles são fachistas
Manuel Gato é mentiroso
O Tota mais o Sucata
Mestre Mancio e os Pedreiros
Levam os dias inteiros
No café jogando às cartas
As vezes formam barracas,
Os Serranos e os Monteiros
José Piçarra e o Caixeiro
Mais o José Mendes Godinho,
Diz José Pisa ao José Boirinho,
José Godinho “estrapaceiro”
Vamos todos ao café
Contar as nossas anedotas
José Machado e o Belhotas
José Coelho ali ao pé
José Coito também é
Lá da rua da mania
E o Bacalhau também queria
Mais o Gato e o Espadeiro
Miguel Mestre e o Barreiros
Juntaram-se os dois um dia.
Junto os velhos da Rua Nova,
Junto os velhos da Eirinha
Junto o Rabito ao Calcinha
Junto o Pedro ao José da Póvoa,
Vão cantando a moda nova
Com os velhos do Outeiro
João Pássaro o Primeiro
Para o cante da desgarrada
Juntou-se toda a velhada
No “malhadio” dos Carneiros.
Autor - José da Conceição Godinho
Poema que integra o livro "Memórias - Poesia Popular" editado pela ADASA - Associação de Defesa do Património Cultural e Ambiental de Santo Amador, em Outubro de 2001
Poetas Populares de Santo Amador I
Relíquias do passado
Dois montes da minha terra
Os Bispos e os Estaços
Ficam juntinhos a ela
Como duas sentinelas
Vigiando o seu espaço
Mais ao lado o Carvalhal
E também o Pintador
São simples monumentos
Que eu olho com sentimento
Montes de Santo Amador
Morgadinho e Botelhinha
Defesa, Limpo e Lobeiro
Rui Gomes e Vila Ruiva
E Vale Picote ainda
Mais o Monte de Barreiros
Vale Vinagre e Dona Brites
Poupana e Vale Vinagrinho
Corujeira, Lagoa e Coelhos
Monte Novo e os Pereiros
E a Alcaria sozinho
Montes Juntos e Coroada
E o Barreto lá na serra
Monte Branco e o Passarinho
Eu recordo com carinho
Os montes da minha terra
São peças de um puzzle
Que aos poucos se vão gastando
Relíquias do passado
Hoje são abandonados
Mais pobres vamos ficando.
Autora - Micaela Prata da Rosa Encarnação
Poema que integra o livro "Memórias - Poesia Popular" editado pela ADASA - Associação de Defesa do Património Cultural e Ambiental de Santo Amador, em Outubro de 2001
Dois montes da minha terra
Os Bispos e os Estaços
Ficam juntinhos a ela
Como duas sentinelas
Vigiando o seu espaço
Mais ao lado o Carvalhal
E também o Pintador
São simples monumentos
Que eu olho com sentimento
Montes de Santo Amador
Morgadinho e Botelhinha
Defesa, Limpo e Lobeiro
Rui Gomes e Vila Ruiva
E Vale Picote ainda
Mais o Monte de Barreiros
Vale Vinagre e Dona Brites
Poupana e Vale Vinagrinho
Corujeira, Lagoa e Coelhos
Monte Novo e os Pereiros
E a Alcaria sozinho
Montes Juntos e Coroada
E o Barreto lá na serra
Monte Branco e o Passarinho
Eu recordo com carinho
Os montes da minha terra
São peças de um puzzle
Que aos poucos se vão gastando
Relíquias do passado
Hoje são abandonados
Mais pobres vamos ficando.
Autora - Micaela Prata da Rosa Encarnação
Poema que integra o livro "Memórias - Poesia Popular" editado pela ADASA - Associação de Defesa do Património Cultural e Ambiental de Santo Amador, em Outubro de 2001
quarta-feira, 2 de janeiro de 2008
Santo(s) Padroeiro(s) da freguesia

Tudo começou quando se mandou a construir um novo Santo Amador, mas chegou um Santo Evaristo. Nos primeiros tempos até foi Santo Amador, até que um entendido levantou a polémica e afirmou que afinal aquele santo, não era um Santo Amador, mas sim um Santo Evaristo.
Numa Igreja Paroquial com dois santos que lutam pelo hegemonia de Santo Padroeiro da freguesia, afinal quem é o nosso padroeiro?
Os mais novos, embora com a normal indiferença pelos ensinamentos cristãos, utilizam o Santo Evaristo nos habituais cartazes que anunciam a festa de Verão, podendo-se julgar que é o santo preferido deste grupo etário.
Os mais velhos entram na sacristia para ver o Santo Amador. A fraca sabedoria popular no restauro das imagens criou uma imagem com uma aparência andrógina.
É neste local que se faz uma ligação directa com o divino e surgem as comuns frases: “É a ti que eu rezo...” e “É a ti que eu faço as minhas promessas...”.
Ao sair da sacristia, olham para o Santo Evaristo e fazem o sinal da cruz, dando-lhe alguma importância. Não será para que o santo não fique com ciúmes do seu congénere?
Sem querer criticar o desleixo dos proprietários dos bens da Igreja Paroquial (Santa Sé), as imagens que estão guardadas na sacristia, sem esquecer as três imagens que estão no altar da direita (Jesus na Cruz, Jesus morto nos braços da Virgem Maria e Jesus no Santo Sepulcro) apresentam um elevado estado de degradação, sendo imperioso o seu envio para oficinas de restauro para ser recuperadas.
Também não vos sugiro que pensem na Junta de Freguesia ou na Câmara Municipal para sacar dinheiro. Vivemos num Estado laico e se andamos a ajudar algumas confissões religiosas, temos de ajudar todas.
Deixo-vos uma sugestão, façam um peditório…
Para terminar, uma simples análise, a vida tornou-me agnóstico mas sinto que tudo o que está dentro da nossa igreja pertence-me, já que, além de ser património religioso, é património de todos os Santoamadorenses.
Sem querer criticar o desleixo dos proprietários dos bens da Igreja Paroquial (Santa Sé), as imagens que estão guardadas na sacristia, sem esquecer as três imagens que estão no altar da direita (Jesus na Cruz, Jesus morto nos braços da Virgem Maria e Jesus no Santo Sepulcro) apresentam um elevado estado de degradação, sendo imperioso o seu envio para oficinas de restauro para ser recuperadas.
Também não vos sugiro que pensem na Junta de Freguesia ou na Câmara Municipal para sacar dinheiro. Vivemos num Estado laico e se andamos a ajudar algumas confissões religiosas, temos de ajudar todas.
Deixo-vos uma sugestão, façam um peditório…
Para terminar, uma simples análise, a vida tornou-me agnóstico mas sinto que tudo o que está dentro da nossa igreja pertence-me, já que, além de ser património religioso, é património de todos os Santoamadorenses.
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