Vitalina Fachadas, filha de Joaquim Fachadas gostaria que os versos sobre o seu pai fossem vistos pelos seus conterrâneos. Os versos foram feitos por amigo do meu pai João Baião. Obrigado

“ Dedicadas”
- A Joaquim da Silva Fachadas –
(Vulgo: Joaquim Feijão)
Mote
“Joaquim da Silva Fachadas”
ao fim da “etapa” chegou,
das suas “Flores” bem-amadas
para sempre se separou.
Glosas
Em Santo Amador nasceu.
Foi criança, foi á escola,
como tantos outros foi mariola
lá se fez Homem e cresceu,
a dureza do “ campo” conheceu
e a frialdade das geadas,
debaixo de muitas chuvadas
o amargor do fel da vida sentiu,
com 69 anos de idade partiu
“ Joaquim da Silva Fachadas”.
Cumpriu o serviço militar,
andou por terras Angolanas,
ao voltar, novamente, às Alentejanas
logo pensou em se casar,
para o “Laranjeiro “ veio morar.
Nas fileiras da “ Lisnave” ingressou,
como aprendiz, à mecânica se dedicou
chegando à categoria d’ encarregado,
de “Joaquim Feijão” apodado
ao fim da “etapa” chegou.
Feliz com a sua esposa amada
a primeira filha nasceu,
a seguir outra lhe sucedeu
para – infelicidade – mal germinada,
foi na família uma “machadada”
mas o “camarada e amigo Fachadas”,
como Homem, de mangas arregaçadas,
a vida com estoicismo enfrentou,
e com muito amor sempre tratou
das suas “Flores” bem-amadas.
Mais conhecido entre a rapaziada
por “ Mestre Joaquim Feijão”
depois de operado ao coração
foi a sua esposa operada,
agora, a morte de uma cunhada
e da sua mãe querida, que também se finou,
o seu pobre coração não aguentou
e a 22 de Novembro o amigo Joaquim,
das “Flores” do seu jardim
para sempre se “separou”.
Novembro 2008 J.B.








