
sexta-feira, 28 de dezembro de 2007
quarta-feira, 26 de dezembro de 2007
Mindo e o jantar dos nascidos em 1973
Queria vos dar os parabéns por esta linda pagina na net da nossa terrinha, cheia de boa gente, onde todos se conhecem e se dão bem. Um exemplo, são os jovens do ano 1973 que todos os anos no sábado da festa se juntam para um jantar, que se tornou uma tradição, e espero que dure muitos anos.
Ai vão três fotos do ano passado, já que este ano esteve chuva e não deu para tirar fotos.
Já faz 5 anos que nós fazemos o nosso jantar. Somos 7 raparigas e 5 rapazes, e é sempre uma alegria quando nos juntámos e são sempre bons momentos que passámos na nossa terrinha.
Felicidades para todos boas festas.
Ai vão três fotos do ano passado, já que este ano esteve chuva e não deu para tirar fotos.
Já faz 5 anos que nós fazemos o nosso jantar. Somos 7 raparigas e 5 rapazes, e é sempre uma alegria quando nos juntámos e são sempre bons momentos que passámos na nossa terrinha.
Felicidades para todos boas festas.
Texto enviado por Ermelindo Monteiro (mindoeraf@hotmail.com)
Observações - Fizemos algumas alterações ao texto que enviaste, tal como sugeriste no mail.
Tivemos um mural onde se podiam deixar mensagens, mas após dois meses sem utilização, optámos por o retirar, mas aceitámos a sugestão e vamos colocá-lo novamente.
Relativamente ao fazer publicidade, já sabes que têm de pagar o jantarinho a malta do blog, lol…. Estou a brincar…. Quando faltar umas semanas, nós colocámos uma mensagem, basta enviares um e-mail para nos recordarem …
Aproveitámos para desejar a ti e a todos os santoamadorenses os votos de umas boas festas…
quarta-feira, 5 de dezembro de 2007
Festa de Natal
Centro Cultural
21H00m – Cante Alentejano e o Natal
Participação:
Grupo Coral da Casa do Povo de Santo Amador
Grupo Coral Feminino de Santo Amador (ADASA)
21H30m – Visita do Pai Natal e entrega de presentes às crianças
22H00m – Baile com Cesário Mendes
Organização
Comissão de Festas de Santo Amador
21H00m – Cante Alentejano e o Natal
Participação:
Grupo Coral da Casa do Povo de Santo Amador
Grupo Coral Feminino de Santo Amador (ADASA)
21H30m – Visita do Pai Natal e entrega de presentes às crianças
22H00m – Baile com Cesário Mendes
Organização
Comissão de Festas de Santo Amador
Terra de artistas... Mais uma poetisa…
Recebi um poema de uma santoamadorense que se encontra para lá dos Pirinéus…. Não quis revelar o seu nome, mas deu algumas pistas e acho que sei quem é.... :)
Mando-lhe um beijinho e espero voltar a vê-la na próxima festa de verão…
Vamos lá ao poema…
Contemplamos o que não existe
mergulhando entre distâncias
que se dissipam!
Caminhamos sem prumo entre pedras
e espinhos o chão descalço
que nos queima a pele…
Percorremos mundos e ruas
na busca de um olhar, de um sinal.
Mas as luzes apagam-se, e os sentidos
adormecem nas palavras num sono profundo!
Porque o vento ambicioso, que por aqui
passou, levou com ele o gesto partilhado
a esperança de um depois.
Ficou a poeira, a sede das palavras
o cheiro da solidão!
Autor: poemas&dilemas
Post-Scriptum - Ficamos a espera do próximo poema...
Mando-lhe um beijinho e espero voltar a vê-la na próxima festa de verão…
Vamos lá ao poema…
Contemplamos o que não existe
mergulhando entre distâncias
que se dissipam!
Caminhamos sem prumo entre pedras
e espinhos o chão descalço
que nos queima a pele…
Percorremos mundos e ruas
na busca de um olhar, de um sinal.
Mas as luzes apagam-se, e os sentidos
adormecem nas palavras num sono profundo!
Porque o vento ambicioso, que por aqui
passou, levou com ele o gesto partilhado
a esperança de um depois.
Ficou a poeira, a sede das palavras
o cheiro da solidão!
Autor: poemas&dilemas
Post-Scriptum - Ficamos a espera do próximo poema...
segunda-feira, 3 de dezembro de 2007
Santo Amador e a Caça
Um texto retirado do blog:
Histórias de Caça em Portugal, em http://alectorisrufa.blogspot.com/
"A primeira jornada de tordos com o Miguel. Santo Amador – Moura
07-01-2007
Histórias de Caça em Portugal, em http://alectorisrufa.blogspot.com/
"A primeira jornada de tordos com o Miguel. Santo Amador – Moura
07-01-2007
Tenho escrito com alguma frequência relatos e histórias de caça. Sabemos que em Portugal infelizmente o número de caçadores tem vindo a decrescer significativamente, e, pior ainda, a idade média deste grande colectivo tem vindo a aumentar perigosamente. Encontramos cada vez menos jovens no campo, nesta tão nobre prática. Como Pai de 2 filhos ainda jovens e membro de família onde a caça até tem algumas tradições (o meu Pai e avô paterno caçavam, e, por parte da minha mulher, os meus cunhados são também caçadores) tenho tentado procurar algumas explicações para este fenómeno de se verem poucos jovens a caçar, ao contrário do que se passa na Europa, onde se verifica precisamente o fenómeno inverso. Recordo-me que o meu Pai fazia-nos desejar a caça e, de certa forma, até nos obrigava a sofrer um pouco se queríamos aceder a ela. Recordo-me dele dizer que só o acompanharia na caça desde que tivesse boas notas no Liceu e Faculdade. O sistema não devia ser mau pois, de 2 irmãos, acabámos os 2 por ter grande paixão por este desporto. Normalmente, avisava-me com um ou dois dias de antecedência e, na véspera, apenas dormitava com aquela emoção e o desejo enorme de sair para o campo. Na actualidade, são frequentes os Pais que, sendo possuidores de um desejo tão grande que os seus filhos sigam os seus passos e sejam caçadores que, desde logo em tenra idade (4-5 anos) pegam neles e levam-nos para o campo, para os acompanhar na caça. Penso que, na maior parte dos casos, estes filhos chegarão à adolescência fartos que os seus pais os obriguem quase todos os domingos a irem para a caça. É na política oposta que deveremos apostar. Os tempos de hoje também não contribuem de todo para que um menino seja caçador. Na maioria dos colégios chegam aos ouvidos das crianças contínuas teorias contra a caça e os caçadores, por parte dos professores, ignorantes em matéria de caça e do que os caçadores fazem, e que acabam por embotar e destruir o "embrião predador" que todos nós temos enquanto crianças. Recordo-me de, em África, com apenas 7 anos, sair sozinho para os matagais à volta das nossas casas, com uma pequena espingarda de madeira nas mãos, procurando... o "leão". O tal "embrião ou instinto predador" é, assim, completamente castrado pelas circunstancias da educação dada nas escolas dos nossos dias. Tenho 2 filhos, um de 7 anos e outro com 18. O pequeno tem, no mínimo, a mesma "afición" ao campo e aos animais. Quando regresso ao fim de semana da caça, mexe nas perdizes, nas lebres, nos coelhos, vira-os, observa-os, faz perguntas e, sobretudo, ouve-me com muita atenção. O meu filho mais velho, pelo contrário tem pouca vocação de campo. Gosta muito mais da informática e desfruta mais dos muitos e variados aliciantes que o Século XXI oferece à juventude. Não perdi, no entanto, ainda, a esperança de um dia ele despertar para este desporto. Honestamente, também gostaria que qualquer um deles, ou mesmo os dois, venham um dia a praticar este belo desporto. Depois de inúmeras e contínuas insistências por parte do mais novo – na fotografia – e em ano tão pobre de tordos sabia que, nesta zona, ainda circulavam alguns pássaros, e acabei por ceder e... levei-o aos tordos! Combinámos e encontrámo-nos na véspera, na casa do "Manel" em Oeiras, pelas 4 da tarde. Iríamos apanhar o meu outro cunhado, o Belmiro, e rumaríamos para Santo Amador, concelho de Moura. Arrumada a bagagem no Jeep, sentei-me no banco de trás com o Miguel, tendo feito uma deliciosa viagem quase sempre na brincadeira com o miúdo. Jantámos no restaurante em Pias e fomos dormir a Moura à "residencial alentejana". Às 5 horas da madrugada o telefone tocou a despertar-nos e, em vez de ser o pai a acordar e a levantar-se não, foi o Miguel: "pai, pai, levanta-te, vamos para a caça" – que autentica delícia ouvir isto! Às 5h30 juntámo-nos todos na parte do restaurante para tomarmos o pequeno almoço. Esta residencial, tem a vantagem de, a partir das 5h00, os caçadores poderem tomar o seu pequeno-almoço e seguir viagem com o estômago mais "confortado". Seguimos para a Zona de Caça Municipal de Santo Amador e, à chegada, dentro do monte, já havia migas em cima da mesa e entrecosto a grelhar na grande lareira da casa. Os tordos, sendo poucos este ano, lá foram aparecendo continuamente até meio da manhã, sendo esta zona, no meu entender, uma das melhores "cortadas" de tordos da zona da Serra da Adiça. À medida que iam caindo, lá ia o Miguel a correr a apanhar os tordos. Pai olha que vem lá um – dizia-me. Não filho, isto não é um tordo, é um pássaro, um pardal, e não é permitido caçar. Porquê? - perguntava. Com muito tacto, explicava-lhe sobre as leis, sobre as regras, da caça, das armas, do estar no campo etc. Disse-lhe que uma perdiz vive entre um a cinco anos em plena liberdade, de cerro em cerro, no montado. Voa quando lhe apetece, come quando tem necessidade e põe ovos quando a natureza chama por ela. Disse-lhe ter a certeza de as perdizes terem muito melhor vida que as das galinhas enjauladas em gaiolas de 40cmx40cm, obrigadas a comer dia e noite para engordarem à força e porem ovos, e terem muito melhor vida que uma vaca encurralada num quadrado de cimento onde também é obrigada a comer continuamente para dar leite e mais tarde ser abatida sem dó nem piedade. Bom, o Miguel estava visivelmente satisfeito. Fiz nascer nele a vontade de ajudar e de se sentir importante em estar a ajudar o Pai. Miguel, vai buscar-me mais cartuchos. Pelo canto do olho, observava-o e lá ia ele a correr direito ao saco, pegava numa luva de lã que tinha levado, enchia de cartuchos e trazia-ma com entusiasmo. Pelas 12h00 terminámos e o regresso ao monte foi feito num tractor que por ali passava. Para o Miguel foi uma autêntica aventura andar no reboque do tractor agrícola. À hora do almoço, acendemos uma fogueira no campo, em local apropriado para o efeito, grelhámos umas costeletas de porco, e deliciámo-nos com a refeição na frescura do montado alentejano. No regresso, dentro do Jeep, o Miguel, cansado, adormeceu profundamente com a cabeça em cima da minha perna e passei a maior parte do caminho a fazer-lhe festas no cabelo, tentando adivinhar se estaria a sonhar ou não, com os Tordos da Serra da Adiça. Agora, só para o ano é que o levo de novo. Ficará preservado na sua mente o gosto deste maravilhoso dia passado no campo. Estou seguro que na próxima época estará muito mais ansioso por regressar comigo à caça. Será que aguenta uma de codornizes? Logo verei.
Um abraço amigo."
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